retorno de energia solar
Energia Solar

Em quanto tempo tenho o retorno do investimento em energia solar?

Tempo de leitura: 6 min
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A energia solar está se popularizando no Brasil e no mundo como uma fonte renovável e limpa, mas essa não é sua única vantagem: como um investimento, o retorno de energia solar tem interessado um público ainda maior! Isso aconteceu graças a avanços tecnológicos que aumentaram a eficiência e durabilidade do sistema. A procura de governos e cidadãos por energias alternativas ajudou a esquentar esse mercado e, assim, os custos também diminuíram, e hoje sua competitividade é bem alta.

No Brasil, a micro-geração de energias renováveis já está regularizada desde 2012, e cabe às pessoas aderirem ou não a essa nova modalidade energética. Mas qual é realmente esse retorno? Quais fatores devem ser levados em consideração para calcular a rentabilidade da energia solar e fazer a comparação com a energia fornecida pela concessionária? Em quanto tempo o investimento se paga? Descubra tudo isso neste texto!

Por que é um investimento?

Assim como os demais investimentos, um sistema de energia fotovoltaica consiste em fazer uma aplicação financeira com o intuito de receber em médio ou longo prazo mais do que se colocou. Para toda edificação com acesso à eletricidade pública, paga-se uma taxa de manutenção da rede e uma tarifa proporcional ao valor utilizado naquele mês — esse pode ser um dos maiores gastos de uma empresa ou de uma residência.

A energia solar produzida em uma edificação é utilizada nela mesma e em unidades vizinhas (no caso de geração compartilhada) e seu excedente pode ser enviado à rede pública. É importante frisar que essa energia não retorna como dinheiro, e sim como créditos energéticos, ou seja, ela é descontada da conta. Isso faz sentido porque durante a noite não há produção, precisando-se de energia da rede. A economia e o retorno estão na diminuição do valor na conta de luz, que pode chegar a 95%.

O que considerar nos cálculos?

A taxa de retorno de energia solar está relacionada ao valor da conta (atual e a predição das futuras) e aos custos de compra e instalação dos equipamentos. Algumas variáveis se aplicam a esse cálculo, então faremos uma estimativa que pode ser adaptada para a situação real de cada projeto. Veja alguns fatores que precisam ser considerados.

Solarimetria

É a taxa de incidência de luz solar sobre uma região. Com ela se determina a capacidade máxima de geração de uma placa fotovoltaica, pois está relacionada à quantidade de energia luminosa disponível no local. Felizmente, no Brasil, a incidência é boa em quase todo o território nacional e, se não houver algo bloqueando a luz do sol (como um edifício vizinho ou uma montanha), a relação provavelmente será positiva —, mas é aconselhável entrar em contato com um especialista para conhecer as condições de luminosidade do seu local.

Clima

O clima da região pode levar a diferenças na produção sazonal. No Sudeste, o verão é mais chuvoso, bloqueando os raios solares, mas o inverno é seco, aumentando a produtividade do sistema. Se a edificação está ligada à rede pública, ela pode converter o excedente em créditos e os utilizar até 60 meses depois, então questões climáticas não serão um problema, desde que sejam levadas em conta no planejamento.

Para sistemas off-grid, é preciso calcular ainda o número de placas solares e baterias de armazenamento que garantem o fornecimento mesmo em períodos de baixa produtividade.

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Inflação energética

Assim como os demais produtos no mercado, a energia sofre uma variação (historicamente um crescimento) no seu preço, o que é repassado ao consumidor nos reajustes anuais, nas revisões tarifárias periódicas (quadrienais ou quinquenais) ou, ainda, em revisões extraordinárias, quando algum acontecimento relevante se passa entre as revisões periódicas.

Em alguns países, há um esforço para o barateamento da produção e, consequentemente, da energia paga pelo consumidor, mas o Brasil ainda está longe disso. No momento, estamos enfrentando uma crise de produção e distribuição de energia, além de um déficit orçamentário nas concessionárias energéticas, o que tem levado a aumentos significativos na conta de luz — o que deve continuar nos próximos anos. Assim, se fizermos o cálculo do retorno de energia solar considerando apenas os valores atuais, a discrepância ao longo do funcionamento do sistema (pelo menos 25 anos) será alta.

Bandeiras tarifárias

As bandeiras tarifárias também alteram o preço no curto prazo, de acordo com o custo da produção de energia em cada mês. Devido a uma grande dependência brasileira da energia hidrelétrica, os meses de pouca chuva são os mais caros (ao contrário da energia solar), e períodos de estiagem podem comprometer o fornecimento de energia para todo o país. Para evitar o caos, o governo utiliza usinas termoelétricas como fonte emergencial — uma alternativa cara e de alto impacto ambiental. Ainda não há solução prevista para esse problema.

Como calcular?

Faça o orçamento do projeto de energia solar que atenderia ao seu imóvel. Vamos considerar um gasto médio de 551kWh. Levando em conta a taxa mínima para eletricidade bifásica, que é de 50kWh, o sistema será projetado para gerar uma média de 521kWh por mês. A geração mensal sofre variações de acordo com a estação do ano e os fatores climáticos, mas um especialista leva esses fatores em conta e, assim, os períodos mais ensolarados geram créditos energéticos para os menos produtivos.

O custo estimado de instalação do equipamento para geração de 521kWh é de trinta mil reais. Pode parecer muito dinheiro, mas, considerando uma tarifa de R$1,04 por kWh, a economia mensal é de R$550,00, o que significa que o sistema se paga em cerca de 3,5 anos.

Além disso, não é necessário ter o dinheiro em caixa, já que existem diversas linhas de crédito para o investimento em energia solar. Para que o retorno seja o mais positivo possível, o cálculo deve ser preciso, pois gerar mais energia que se consome não diminui em nada os gastos mensais, mas significa um maior custo de instalação.

Entendeu como fazer o cálculo para o seu investimento em energia limpa? Como você acompanhou, o retorno de energia solar é muito positivo, tanto para o seu bolso, quanto para o meio ambiente. O sistema fotovoltaico pode revolucionar a forma como geramos energia e os impactos por trás disso. A energia solar é sustentável não apenas porque é renovável e limpa mas, como você pôde perceber, também é economicamente viável.

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